• 12/08

    Paz e bem!

    Chego até vocês com uma mensagem de natal. Proclamada na voz de Dom José Lanza Neto, representa o anúncio natalino de toda a Diocese de Guaxupé.

  • 12/08
    Ano Paulino
    JORNADA DE COMUNICAÇÃO
    Evangelizar é comunicar!
     
    Caros amigos (as),
     
    A Diocese de Guaxupé chega até você com boas notícias. Você poderá conferí-las em seu novo blog: http://dioceseguaxupe.blogspot.com/
     
    No site (www.guaxupe.org.br), você poderá fazer uso de mais recursos oferecidos: enviar a oração do Ano Catequético aos amigos, ter uma boa reflexão bíblica da liturgia dominical. E ainda: participar da mobilização da diocese pelo povo de Santa Catarina. Entre no link, divulgue as contas bancárias!
     
    Abençoada semana! 
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    2 Comentários
  • 12/08

    Dom Pedro José Conti

    Bispo de Macapá

     

     

    Certa vez um professor universitário, com fama de saber tudo, foi visitar um velho sábio. Queria testar os conhecimentos do ancião. O sábio acolheu muito bem o professor, escutando com paciência suas perguntas e questionamentos. Chegou a hora de servir o chá. Sempre sorrindo, o sábio começou a encher as xícaras. A do professor ficou bem cheia, mas o sábio continuou a despejar o chá, derramando-o na mesa. O professor pensou que o velho estivesse distraído ou mesmo tivesse algum problema na cabeça por ser tão descuidado, e disse em tom áspero:

     - O senhor não está vendo que a taça está cheia e não cabe mais?  O velho sábio, calmamente, respondeu:

     - Assim como esta xícara está trasbordante de chá, o senhor está cheio da sua erudição, das suas opiniões, das suas hipóteses complexas. A minha sabedoria só pode ser compreendida pelos corações simples e abertos. Como eu posso comunicar-lhe um pouco desta sabedoria sem antes, o senhor, esvaziar a xícara da sua arrogância?-

    Tenho a impressão que uma das nossas maiores dificuldades para dar ouvido à mensagem da fé, à boa notícia de Jesus, é ter a nossa cabeça e o nosso coração cheios de idéias, pré-conceitos, auto-suficiência e propaganda. O tempo do Advento deve servir para nos prepararmos para o Natal do Senhor. Contudo, se olharmos ao nosso redor, parece que isso já esteja acontecendo ou passando rapidamente, sem graça nenhuma, além dos chavões natalinos e de fim de ano. Entendo que o comércio vive e prospera com isso, porém cabe a nós saber distinguir o Natal de Jesus do que é aparência e correria das festas.

    Não é por acaso que João Batista pregava “no deserto”, longe da cidade, do barulho, da preocupação de cumprir horários e honrar compromissos. Para entender um pouco o que está acontecendo na nossa vida, precisamos parar, calar e escutar. Se acharmos que está tudo certo, que não precisamos entender mais nada, ou nos questionar sobre nada, é porque confiamos demasiadamente no nosso saber, nas nossas interpretações, ou naquilo que nos é apresentado com enfeite e pisca-pisca. Provavelmente não estamos nem um pouco curiosos e, menos ainda, aguardando alguma coisa, de verdade e sinceramente.

    Como sempre, Deus pede para entrar na nossa vida. Não o faz com chamadas publicitárias, colocando-se agressivamente de baixo dos nossos olhos e enchendo de zoada os nossos ouvidos. A sua vinda demorou muitos anos para acontecer. Muitos profetas a anunciaram. Muitos deviam estar preparados, atentos e ansiosos. Não foi bem assim que aconteceu. Naquele tempo também, tudo continuou na mesma confusão. Brigas de poder, enganos, mentiras, violências e medos.

    Será que hoje não adianta mais insistir? Pode ser que sabidos, inteligentes e expertos como somos, achamos impossível, e até inconveniente, que Deus tenha se preocupado tanto com a nossa história para entrar no meio dela igual a nós – fraco e pequeno como nós. Com essas idéias nunca iremos entender o Natal. No máximo prepararemos os presentes e a geladeira cheia, quem puder, claro.

    Ainda não paramos suficientemente para nos perguntar sobre o tamanho do acontecimento e sobre as suas razões. Ou o Natal é uma piedosa historinha para crianças, com camponeses, anjos, bois e burros, ou pode ser o maior evento da história humana. Aquele que o universo não pode conter, que está acima e, ao mesmo tempo, tão perto de todos nós, como nos lembra a Bíblia, e que decidiu partilhar a nossa natureza humana, para nos falar e nos ajudar. Pode ser uma luz na confusão da nossa existência, uma palavra de esperança para quem admite desconhecer o rumo da história do planeta e da sua vida. Contudo se nos acharmos já satisfeitos e fartos, o Natal de Jesus passará sem deixar rastos. Mais uma graça jogada fora, uma ocasião perdida.