É bonita a história do surgimento da Igreja do Divino Espírito Santo. Ela mostra como pessoas simples mas denodadas e, acima de tudo, muito piedosas, podem ser de grande valia para o crescimento da obra de Deus. A história foi assim:
No ano de 1974, D. Ana Luzia Aparecida, seu marido, Sr. Francisco Antônio de Oliveira, e seus filhos mudaram-se para a cidade. Até então eles moravam na zona rural, lá para os lados de Jacuí.
Durante o primeiro ano, a família de D. Ana residiu no bairro Irmãos Bello. No ano seguinte, 1975, ela comprou a chácara onde fica a igreja com o dinheiro da venda de 7 cabeças de gado e com o dinheiro que ganhava fazendo trabalhos para fora, tais como bordado, fabricação e venda de sabão, lavagem de roupa etc. A chácara em questão pertencia ao Dr. Nélson, que morava no Largo São José. O logradouro, na época, chamava-se Rua Dr. Haroldo; hoje, chama-se Rua Divino Espírito Santo. Com muito esforço, D. Ana, uma mulher de fibra, foi pagando a chácara em prestações.
Em 1980, o esposo de D. Ana faleceu e, com o seu óbito, foi efetuado o inventário dos bens deixados e, assim, houve o desmembramento da chácara em 9 lotes: o da casa onde D. Ana mora, um lote para cada um dos 7 filhos e o último, com uma área de 200m2, ficou reservado para a futura construção de uma capela.
A ideia de construir a capela surgiu por causa de uma promessa feita por um dos filhos de D. Ana, Sr. Fernando Vitalino. Ele estava encontrando muita dificuldade em vender uma caminhonete que possuía e, em virtude disso, prometeu que, se conseguisse alienar o veículo, construiria uma capela no terreno vago.
Graça alcançada, promessa cumprida. Em 1994, começou a construção da capela e, no mesmo ano, ela já estava pronta. O projeto da obra foi elaborado pelo arquiteto Luerci de Paula. No mesmo ano, ela ficou pronta e, no dia 08/12/94, foi celebrada a primeira missa.
D. Ana conta que a intenção era batizar a capela de Nossa Senhora Aparecida, mas, como já havia uma igreja com esse nome, ela foi batizada com o nome de outro santo de devoção da família (Divino Espírito Santo). A igreja foi doada pela família de D. Ana à Mitra Diocesana, com escritura lavrada em cartório.
Para ficar como está hoje, a igreja passou por uma ampla reforma, iniciada em 1995, com o Padre Clóvis. A primeira missa, após a ampliação, foi celebrada por D. José Geraldo.
Quem visita o modesto logradouro onde está situada a pequena igreja, surpreende-se com a beleza daquele templo, apesar de sua simplicidade. Em seu interior, do lado direito de quem olha para o altar, existe uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. No outro lado, a imagem do Divino Espírito Santo. Seu teto é formado por uma grande estrutura metálica, em forma de pirâmide, em cujo centro existe uma pirâmide menor, com cerca de 1,5m na base e 1,5m de altura. Em cada lado do altar, há uma janela com um triângulo no centro, lembrando a Santíssima Trindade. A nave possui 12 bancos para 6 pessoas cada, além de algumas cadeiras nos corredores laterais. Na parte superior, numa espécie de mezanino, situado logo na entrada, há uma sala para reuniões e aulas de catecismo, com uma pequena lousa e algumas carteiras universitárias.
A Igreja pode não ser muito grande, mas, seguramente, além de bela, é muito aconchegante. Visitando-a, podemos constatar que é de pessoas como D. Ana e seus familiares que a Igreja precisa. Em nome dos paroquianos, aceitem a nossa gratidão. Muito obrigado!
Equipe da PASCOM