Histórico da Paróquia de São Sebastião
São Sebastião do Paraíso – MG
Sua origem se funde com a própria história de São Sebastião do Paraíso, que foi se formando a partir de 1821, ao redor da primitiva capela erguida em louvor a São Sebastião.
Com o desaparecimento do Pe Antonio Bento, que morava em Jacui, MG, e que de lá se deslocava mensalmente, a fim de atender aos moradores do então crescente Povoado, ficaram seus moradores sem guia espiritual até o dia 01/12/1853, quando mediante Provisão, Dom Antonio Joaquim de Mello, Bispo da cidade de São Paulo, momeou o Pe Lúcio Fernandes Lima, seu primeiro capelão.
Pela Lei Provincial nº 714/1855, foi então “curato” de São Sebastião do Paraíso (vila dotada de padre residente), foi elevado a “freguesia” (termo equivalente a paróquia), ficando seus habitantes obrigados a prover as necessidades materiais de mantença da Paróquia em questão.
A 02/02/1951, o então Bispo Diocesano de Guaxupé, Dom Hugo Gressani de Araujo, tendo em vista o continuado crescimento da população paraisense, e, atendendo aos justos reclamos da comunidade católica do populoso bairro “Mocoquinha” e adjacências, decretou a criação da Paróquia N. Sra. da Abadia. Entretanto, sua instalação somente ocorreu no dia 19/02/1967.
Sucessivamente, a Paróquia de São Sebastião, sofreu, ainda, mais dois desmenbramentos a fim de serem melhor atendidas as populações dos novos bairros periféricos: “São Judas Tadeu e bairros vizinhos: Vila Formosa, Jardim Planalto, Boa Vista, Jardim Itamarati, Distrito de Guardinha e zona rural.
Assim, em 1946, foi criada a Paróquia Senhor Bom Jesus de Guardinha; a 28/02/1998, a Paróquia de São Judas Tadeu e, finalmente, em 2000, a Paróquia N. Sra. de Sion.
Capelas e comunidades que compõem a Paróquia de São Sebastião
Igreja Matriz (Praça Comendador José Honório – Comunidade Central)
Capela N. Sra. Aparecida e capela Santa Rita (Comunidade N. Sra. Aparecida)
Capela Divino Espírito Santo (Rua Espírito Santo -Bairro Santa Maria – Comunidade Espírito Santo)
Capela São José (Praça Cristo Rei – Bairro Cristo Rei – Comunidade São José)
Capela Santa Cruz ( Localizada no cimo do Morro do Bau de Sta Cruz – localizada na faixa de expansão do perímetro urbano – ao lado da rodovia MG-050, Km 401)
Párocos
01- Padre Lúcio Fernandes
02- Padre Emigdio Antonio de Carvalho
03- Padre Angelo Petreglia
04- Padre Joaquim Ferreira Telles
05- Cônego Tomaz D’Affonseca e Silva
06- Padre Cassimiro Frati
07- Padre Cassiano Ferreira de Menezes
08- Padre Joaquim Anselmo Celho Freiria
09- Padre José Pedro de Araujo Marcondes
10- Padre Manoel Theotônio de Maceso Sampaio
11- Padre Tertuliano Villela de Castro
12- Padre Dr. Aristóteles Aristodemus Benatti
13- Padre João Pedro Lafforgue
14- Mons. José Phillipe da Silveira
15- Mons. Jerônimo Madureira Mancini
16- Mons. Hilário Pardini
17- Padre Elizeu Guimarães Souza
18- Padre José Hamilton de Castro, pároco atual, desde 30/10/2007.
Vigários auxiliares
Em épocas distintas, serviram na condiçãode coadjutores: Revmos: Arthur Occhiuzzo, Alfeu de Mello Castro, Antonio Pereira do Rego, João Cunha, Izidoro Correa Paranhos, José Ocana (de 1914 a 1938), Enoque Donizete de Oliveira, Edno Tadeu de Oliveira, Ayrtum Mariani, Divino de Oliveira, Juvenal Cândido Martins, Francisco Clóvis Nery e Claiton Ramos.
São Sebastião do Paraíso, 09 de setembro de 2008.
Fonte: livro “São Sebastião do Paraíso – História e Tradições”
4ª edição. Autor: Luiz Ferreira Calafiori
A vida de São Sebastião
Nasceu em Narvonne, em 245 d.C., na França.
Era inteligente e de ação. Ingressou no exército aos 19 (dezenove) anos. Sendo um soldado exemplar, tornou-se estimado pelo imperador Deocleciano que confiou a ele o comando do exército pretoriano.
Sebastião era um cristão que ajudava os perseguidos, procurando confortá-los. Até pessoas de elevados postos militares foram convertidos, por meio do testemunho de Sebastião.
Quando o imperador Deocleciano ficou sabendo das atitudes de Sebastião, condenou-o à morte. Ele foi flechado, preso a uma árvores e abandonado quando julgaram-no morto.
Mas, Sebastião resistiu e foi encontrado por Irene, mulher do mártir Castudo, que o acolheu e cuidou de seu ferimentos. Restabelecido, Sebastião se apresentou ao imperador Deocleciano, xensurando-o por sua crueldade e o exortou a deixar de adorar os falsos deuses.
O Imperador estarrecido ao vê-lo, mandou prendê-lo, açoitá-lo até a morte. Atiraram o cadáver no esgoto público de Roma.
Santa Luciana o sepultou nas catacumbas.
Em 680, o imperador Constantino transportou os ossos de Sebastião para uma basílica.
Naquela ocasião, uma epidemia de peste espalhava-se por toda Roma. a tal epidemia acabou a prtir do momento do translado dos restos mortais do mártir que é venerado como padroeiro contra a peste, a fome e a guerra.
Texto preparado por Neiva Aparecida Neves
Fonte: livro “Martirológico Romano”
Oração a São Sebastião
A ti, glorioso jovem mártir,
contra a peste, contra a fome,
e contra a guerra,
tu lutaste com bravura;
com esperança, nós te pedimos
a “tua proteção”.
Por aquela sede de justiça aos perseguidos
e pelo amor fraterno que te levou
a defender os fracos e oprimidos,
olha também para nós, para esta cidade,
a nossa São Sebastião do Paraíso,
onde tu foste eleito “o patrono”.
Intercede, ó vitorioso são Sebastião,
pela causa dos agropecuaristas
e por todo este povo que em ti confia,
livrando-nos de todo tipo
de peste, de fome e de guerra.
Ajuda a tua Igreja a testemunhar o
caminho da vida e da verdade na paz.
Protege cada um de nós,
para que também corajosamente
como tu soubeste lutar,
cada um de tua Igreja
saiba encontrar o caminho certo para um mundo melhor.
Amém.